Tuesday, February 28, 2006

Clap Your Hands!

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O quinteto nova-iorquino Clap Your Hands Say Yeah surgiu em meados do ano passado no cenário independente do rock norte-americano com um álbum lançado às próprias custas, sem selo ou gravadora qualquer. Suas apresentações ao vivo e as críticas elogiosas rapidamente foram garantindo o sucesso da banda e logo eles se tornaram mais um dos fenômenos alternativos que rapidamente vão do anonimato à uma projeção mundial. Comparado muito frequentemente aos Talking Heads apesar deles conseguiram em seu som as vezes infantil e outras agressivo criarem uma própria identidade. Órgãos, harmônica, sintetizadores, enfim... vários elementos aumentam a profundidade do som da banda, mas o maior destaque vai para o vocal rasgado, que como eu já li em algum lugar, lembra um Paul Banks (Interpol) tentando soar como Jeff Magnum (Neutral Milk Hotel).

mp3: Clap Your Hands Say Yeah - Heavy Metal
mp3: Clap Your Hands Say Yeah - Upon This Tidal Wave Of Young Blood



Novo Pearl Jam

Já rola pela net alguns detalhes do próximo álbum de uma das bandas mais influentes do rock da atualidade. Com lançamento marcado para o dia 2 de maio, o novo cd da trupe de Eddie Vedder ainda não tem nome definido, mas o novo single "Worldwide Suicide" tem lançamento marcado pro próximo dia 8 no iTunes. A se esperar do novo álbum, segundo o que eu li numa entrevista do Vedder à uma rádio brasileira, é que ele seja a coisa mais agressiva e elaborada já feita pela banda, segundo Vedder: "o álbum vai retratar o que significa ser americano hoje em dia". Interessante já que a banda vai mudar as direções tomadas no último cd "Riot Act" que seguia uma linha um pouco mais "soft rock".

Monday, February 27, 2006

Death Cab For Cutie - Plans

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De tempos em tempos aparecem na música pop algumas mentes profundamente criativas e que rapidamente se tornam ícones do cenário aonde fizeram suas primeiras aparições. Uma dessas mentes é a de Ben Gibbard, que rapidamente se tornou um ídolo indie e é um dos compositores mais respeitados do cenário na atualidade. Líder, vocalista e guitarrista das bandas Death Cab For Cutie e do fenômeno eletropop The Postal Service, no último álbum de sua primeira banda ele mais uma vez nos brinda com 11 canções cuidadosamente arranjadas e com toda a leveza e sensibilidade característica de seus trabalhos. O carro-chefe do cd, "Soul Meets Body" é a mais beatle de todas e foi a escolha perfeita como primeiro single. Uma face mais séria e melancólica do vocalista se revela em várias faixas, em especial em "I Will Follow You Into The Dark" uma balada acústica quase confissionária.
Certamente um dos melhores albuns de 2005, e o primeiro da banda numa gravadora grande, a Atlantic Records. Ainda bem que ao contrário do que acontece em muitas oportunidades, tal transição para o "mainstream" nao parece ter alterado em nada a sonoridade da banda.

Download: http://rapidshare.de/files/14302417/DCFC_-_Plans.rar.html

Nota: 9.5

Sunday, February 26, 2006

"Let Me Play A Song On Your Radio"

Ok, hoje duas musiquinhas provavelmente do agrado das massas. Primeiro, os nova-iorquinos do Nada Surf com um dos singles do último álbum "The Weight Is A Gift": Always Love. Soa um pouco Death Cab, um pouco Weezer e tem uma letra muito bonita, é bem pegajosa e boa pra cantar junto hehe.

E a bonus-track do dia vem dos galeses do Super Furry Animals os quais são sempre citados aqui. Diretamente do primeiro LP, "Fuzzy Logic", If You Don't Want Me To Destroy You é a primeira música de atmosfera um pouco mais intensa e profunda lançada pela banda e provavelmente a que mais antecipa as baladas do álbum "Radiator" lançado logo a seguir.

Provavelmente NINGUÉM vai baixar, mas deixo aqui meu apelo. "Let me play a song on your radio, PLEASE!!!" =]
Com o perdão do plágio, só porque eu achei legal e resolvi postar...

Minhas desculpas aos amigos "gaudérios".

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Débi & Lóide

Semana passada no jornal nacional quem viu não deve ter se aguentado de dar risada. Eu que infelizmente não pude acompanhar no momento de sua exibição, finalmente vi, e quase morri de rir, da bela gafe do sr. Roberto Requião, governador do Paraná, em um encontro com o excelentíssimo Lulinha para algumas conversas sobre Biodiesel, já que o estado governado pelo mesmo é líder nacional em produção de mamona, uma das matérias primas do combustível.
Enfim, uma é cometer gafe em rede nacional, outra é parecer mais ignorante que o Lula, em rede nacional! Que beleza! Veja você mesmo:

Requião e As Mamonas Assassinas


Give me coffee & TV...

Domingo de carnaval, como durante toda esta época estou sendo obrigado a ficar em casa hoje eu sim, assisti TV. E daí mais do que nunca você vê que a mídia cada vez mais (em especial nessa época, acho) apela pro sexo, medo, consumo e auto-promoção. Os programas de domingo, cada vez melhores, exploram bem tais elementos, com merchans que nunca parecem terminar, concursos de mulheres em trajes de banho com bundas e peitos lotando a tela, a música brasileira "de povão" que como sempre tem letras de profunda poesia; sem contar na infinidade de "cachorras" que ficam rebolando do lado de uns dois, três "manos" frutos da "onda funk".
E não para por aí, exploram histórias tristes de pessoas miseráveis, pobres-coitados que são usados como ferramenta para, como eu já citei antes, a auto-promoção de alguns. Até o pânico na tv, que até uns tempos atrás ainda tinha seus pontos altos, tem piorado cada vez mais e apelado pra receita comum dos programas dominicais.
E ainda pra fechar com chave de ouro, "A Sua Revista Eletrônica", o fantástico, consegue ser cada vez mais um simples "telejornal", com mais ênfase nas notícias de atrocidades, crimes, violência, injustiças sociais e quando quer, enfim, ser uma revista eletrônica, demonstra alguma irreverência, mas ainda assim a cada pouco apela a "cultuação de ídolos" típica da nossa mídia televisiva.

É, hoje foi bom pra lembrar a verdadeira função da tv, servir de monitor pro cabo do DVD...

Friday, February 24, 2006

Tá, é sexta-feira, altas madrugadas e eu na minha condição de mais um perdido nessa época de festas, dancinhas sensuais, cultuação sexual, diversão barata ao som de músicas pobres e de fuga dos problemas do dia-a-dia dos brasileiros tenho a dizer simplesmente que considero o carnaval uma celebração à estupidez.

Duro? Talvez. Ok, o povo só quer se divertir, eu entendo. E eu até gostaria de participar. Mas eu consigo ser tão estúpido a ponto de não conseguir nem ao menos me ajustar à essa festa popular brasileira. Não consigo me divertir ouvindo música ruim, pulando feito um bobo, bebendo até cair, e "apavorando a mulherada" com uma tatuagem escrito "quero trepar" na minha testa. Até sou meio frustrado com isso, talvez até seria mais feliz e não teria de ficar preso à minha casa durante esta época de merda. E pra piorar ainda tem aquela enchurrada de desfiles de merda na televisão...

Agora me dêem licença que vou tomar meu chá de orégano com kisuco de uva e ler a última Caras (ha ha ha ha)
Um presentinho...

The Flaming Lips - At War With The Mystics

Download do novo cd dos lábios flamejantes que passaram aqui no Brasil e segundo a crítica fizeram o melhor show do Claro que é Rock. À primeira escuta fiquei surpreendido com a complexidade musical e com os vocais do líder da banda que estão ainda melhores no disco. Com 12 canções pop de garbo e requinte acho que esse cd já desponta como um dos favoritos a melhor de 2006. Muito bom mesmo.
Super Furry Animals - Radiator

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Sim, ainda existe vida inteligente na música pop. E muito inteligente por sinal. Uma prova disso são os galeses dos Super Furry Animals. Já há mais de 10 anos na estrada, Gruff Rhys e sua trupe fazem a cada novo disco uma incursão diferente por vários dos elementos que povoam essa densa esfera de som popular mas com muita sofisticação (lembrando um pouco a genialidade das lendas Beatles e Beach Boys). Claro, não estou equiparando eles à tais lendas, mas apenas mostrando que os furries, assim como tais bandas em suas épocas, estão tentando dar algo de diferente aos ouvidos e experimentando novas combinações.

Radiator, de 1997, é o segundo disco da banda e na minha opinião o melhor de todos já lançados pela mesma. Não, ele não é mais inovador que o predecessor "Guerilla" e nem mais complexo que "Mwng" (cantado inteiramente em galês), mas Radiator consegue inovar e se manter essencialmente pop sendo extremamente saudável aos ouvidos de qualquer inexperiente.

O álbum começa com a suavidade e calma da "introdução" Furryvision que mais parece uma canção de ninar para depois progredir o ritmo com as agitadas "The Placid Casual" e "The International Language Of Screaming", que acertam em cheio na melodia pegajosa e nos versos simples e fáceis de cantar. Na sequência "Demons", uma balada musicalmente complexa com instrumentos de sopro e até banjo, soa mágica e é na minha opinião a mais bela canção do álbum. O clima mais introspectivo criado por Demons é consequentemente destruido pelo bloco seguinte: "She's Got Spies" com um refrão pegajoso e pulsante, "Play It Cool" e "Hermann Loves Pauline" construidas ambas com alguns efeitos eletrônicos, riffs animados e abundância vocal "à lá Beach Boys", e "Chupacabras" fechando com seu riff acelerado, letras engraçadinhas e vocais divertidos. "Torra Fy Ngwallt Yn Hir", cantada em galês, lembra bastante algumas das melhores pop songs do Fab Four e assim como na música anterior, mantem um clima "cômico" no disco. Em seguida o disco cria uma atmosfera um pouco mais calma com baladas bem trabalhadas e gostosas de ouvir, "Download" com melodia obscura e docemente dedilhada no piano é seguida de "Mountain People" que fecha o disco progressivamente, começando como uma irresistível balada pop para depois terminar num turbilhão de batidas e efeitos eletrônicos.

Talvez o melhor "álbum pop" da década de 90, Radiator é um dos álbuns mais influentes do cenário alternativo dos últimos anos e a obra-prima maior desses galeses que conseguem ser uma das melhores bandas da atualidade ao vivo.

Nota: 10

Thursday, February 23, 2006

Books and U2

Acontecimentos sucessivos me impediram de atualizar esta merda por um bom tempo. E como ninguem entra aqui acho que nao fez falta a ninguém. Mudança para um apartamento maior (dividido com mais dois amigos) mais algumas provinhas meia-boca na universidade e algumas tentativas frustradas ou não em arranjar ocupação no dia-a-dia me tiraram o ímpeto de vir aqui deixar um registro irrelevante de minha opinião sobre algo ou da existência de tudo por si.

Enfim, hoje venho aqui falar que sim, tenho lido. Já li até Nietzsche, "Alem do Bem e do Mal", primeira obra de um dos mais renomados filósofos modernos. Tem algumas citações interessantes sim, e algumas idéias que na minha opinião são bem questionáveis. Não sei se foi apenas eu mas ele me pareceu bem arrogante, principalmente quando se coloca como um dos "espíritos livres", incorrompíveis pela misericórdia e piedade dos outros, pregador do sofrimento como condição de existência e prevalecimento, ou como anti-democrático. Outro livro que li foi "Como Me Tornei Um Estúpido" de um jovem escritor francês, Martin Page. Bastante divertida a leitura e de fácil compreensão. Interessante notar como ele explora o consumismo exagerado e a cultura da mídia atualmente como uma condição de estupidez generalizada. E como ela consegue engolir as pessoas facilmente. Recomendo.

Sim, o U2 fez um puta show. E não, eu não estava lá. Que merda! Até tentei comprar ingresso, mas com aquela baderna que tava ficou bem foda. Sorte de uma amiga minha que conseguiu ir de última hora. Me emocionei já vendo pela TV, imagina lá. Bono Vox é definitivamente "o cara" no palco. Pontos altos do show na minha opinião: "Until The End Of The World" que me pegou de surpresa, Vaia pra argentina quando Bono proferiu o nome de tal país (momento dark humor), "Sometimes You Can't Make It On Your Own" foi a mais bela do show, e "40" que fechou em grande estilo com a platéia cantando com força até o fim...

É, o jeito é torcer pra eles voltarem logo. Minha esperança em matéria de shows daqui pra frente é o Supergrass dia 08/04, mas esse é outro sonho distante.