Thursday, March 30, 2006

Salut!

Putz, to sem o que fazer mesmo. Essas "pseudo-férias" tão me fazenco praticamente trocar a noite pelo dia. Hoje finalmente tomei vergonha na cara e acordei relativamente cedo pros padrões de duas semanas pra cá (11 da manhã). Única coisa que to fazendo por aqui é francês. O que aliás, tá muito legal. É talvez a língua mais engraçada dentre as mais faladas pelo mundo. Para celebrar meu ócio físico-mental das últimas semanas, resolvi postar no blog uma coisa tremendamente estúpida.
Sendo esse blog supostamente apenas de música e outras coisinhas, porquê não escolher algumas das melhores músicas do meu acervo de mp3 com trechos em francês. Sim, sim. Canções pop da melhor qualidade com alguns vocais cantados suavemente na admirável língua de Napoleão Bonaparte.

Talking Heads - Psycho Killer
C'est un classique! Primeiro grande sucesso da banda de David Byrne, diretamente do álbum "77". Onde temos francês aqui? No refrão, na já tão popular frase "qu'est-ce que c'est?" que minha professora explorou tantas vezes em aula.

The Arcade Fire - Haiti
Acho que é a mais bonitinha de todas as desses post. Régine canta tão maravilhosamente essa música, que a letra mórbida dela passa desapercebida. E quem viu ao vivo sabe o quão perfeita ela fica no palco.

Placebo - Protége Moi
Essa música é praticamente inteira em francês, com exceção do refrão. É boa pra aprender a cantar junto e aprender um pouco a pronúncia de algumas palavrinhas.

Travis - The Last Laugh Of The Laughter

Uma das minhas favoritas dos escoceses do Travis. Na minha opinião, é onde Fran Healy melhor utiliza de seu vocal pra emocionar de certa forma. Ela mescla alguns vocábulos em francês por dentre as letras. Muito bela canção.

Friday, March 24, 2006

The Shins - Oh! Inverted World

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Álbum de "estréia" da banda de Seattle (que já estava na estrada faziam nove anos do lançamento desse disco, mas com o nome de "Flake Music" ou simplesmente "Flake") que foi tido como muitos como o disco mais limpo e despretensioso da música pop desde os primeiros anos "surf-music" dos Beach Boys. Apesar de tudo isso, o álbum não se limita à música ensolarada típica do início da carreira da banda que ainda assim tem a influência mais notável aqui.
A abertura do cd, "Caring Is Creepy", já traz claramente a voz ecoante de James Mercer com um ritmo bem agradável e basicamente pop-rock. "Know Your Onion!" traz a banda tentando soar dignamente como uma banda britânica da década de 60, com vocais indiferentes e quase infantis. "Girl On The wing" é pop em suma e guiada com consistência por um teclado bem "pra frente". Outra influência notável é a da música de Simon & Garfunkel, mais nítida em "New Slang" (que muitos devem conhecer como a música que Natalie Portman apresenta à Zach Braff em Garden State)
Desde 2001, quando Oh! Inverted World foi lançado, os The Shins se estabeleceram como uma das principais bandas do cenário indie e com certeza uma das de maior qualidade. Vale a pena conhecer o seu segundo trabalho, Chutes Too Narrow, que eleva ainda mais o nível de abrangência do som da banda.

Download: The Shins

Monday, March 20, 2006

The Futureheads - Self-Titled

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O post de hoje traz o cd de estréia da banda britânica que faz parte desse pequeno movimento que tenta trazer das cinzas o já morto "punk" típico do movimento que começou com os Pistols na década de 70. Lógico, não quero compará-los à turminha do Sid Vicious, mas juntamente com o Art Brut, talvez os Futureheads sejam um dos poucos a fazerem um som com letras e atitude que remeta aos primórdios do punk. Um pouco new wave também, o disco é animado do início ao fim e suas letras são até diria críticas, falando bastante do cotidiano. Destaque maior para a música "Carnival Kids", que é praticamente um hino juvenil. Outro ponto interessante de suas músicas é o belo trabalho dos vocais, partindo muitas vezes prum som "à capella" como na música "Danger Of The Water".
Enfim, um bom cd pra esquecer um pouco dos problemas e dar uma agitada no esqueleto. Baixe aí quem quiser conhecer...

Download: The Futureheads

Saturday, March 18, 2006

World Wide Suicide

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Sim, o novo single do Pearl Jam já está disponível no site oficial da banda e os fãs mais antenados já devem ter garantido sua mp3 a essa altura, mas no post de hoje ofereço uma versão de maior qualidade de som. A música dispensa comentários, é Pearl Jam na sua melhor forma: intenso e crítico.

Pearl Jam - World Wide Suicide

Sobre o novo álbum, a foto do post é sua provável capa, sua data de lançamento ainda é 02 de maio e li no site da Rolling Stone semana passada um artigo escrito após a "primeira escutada" dada no cd: (traduzindo) "O título, Pearl Jam, traduz o envolvimento geral da banda com o processo de gravação. A produção foi efetuada por todos os membros juntamente à Alan Kasper. E pela primeira vez cada um receberá créditos na composição das músicas. Outra novidade são as letras do guitarrista Mike McGrady, que até então nunca tinha contribuido com tanto, na música "Inside Job". Gossard também tem sua mão em "Parachutes", uma beleza de clima "ilhéu" com guitarras acústicas, e em "Life Wasted" que tem uma bela ponte que lembra Pink Floyd."
Móveis Coloniais de Acaju

Bandinha nacional que conheci faz pouco tempo que faz um som maravilhoso, cheio de metais, harmônica, com uma levada meio ska, rockabilly... É até díficil rotular o barulho que eles fazem, mas como eles mesmo se descrevem, eles tocam uma "feijoada búlgara".
Já li muitos elogios à suas apresentações ao vivo, mas infelizmente até agora ainda não vieram nenhuma vez aqui pra Floripa, pelo menos desde que entrei em contato com o som deles.

Sr. Inácio Péricles Não Sabia Surfar

Copacabana

Friday, March 17, 2006

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Death Cab For Cutie - A Movie Script Ending (Video)

Porque essa música e esse clipe são absurdamente perfeitos.
Sigur Rós - "()"

300

As visitas continuam escassas e ninguém tem se mostrado muito disposto a baixar os arquivos que eu coloco aqui, mas eu não tenho o que fazer, entao pra quem tiver interessado mais um presentinho aqui estou postando. Sim, tenho falado muito dessa banda aqui no blog ultimamente, afinal tenho-a escutado demais, e o cd que aqui deixo para vocês baixarem é o mais complexo e inovador musicalmente da principal banda de "post-rock" da atualidade.
No álbum sem título de 2002, o primeiro da banda numa gravadora grande, ainda estão presentes os vocais alienígenas de Jónsi e a densidade dos riffs de guitarra tocados com uma vara de cello, mas ao contrário do predecessor Agaetis Byrjun, não ouvimos mais arranjos orquestrados e notamos agora maior presença de uma percussão penetrante e muitas vezes condutora das melodias.
O conceito do cd é que o ouvinte descreva suas sensações auditivas ou até visuais das músicas à sua maneira. No encarte, apenas espaços em branco ocupam os locais onde os nomes e letras das canções deveriam estar escritas. O idioma cantado foi criado pelo próprio vocalista, o "hopelandic", usado exatamente para dar maior margem a interpretações. Separado em duas partes por um intervalo de 30 segundos ao final da faixa 4, a primeira metade de "()" é composta de músicas conduzidas por piano e de atmosfera mais otimista, já a segunda metade possui maior intensidade nas percussões e é um tanto mais sombria.
Um excelente álbum, difícil até apontar defeitos na sua composição. Em "()" o Sigur Rós se consolidou como uma das principais bandas da atualidade em termos de criatividade e mostraram de uma vez por todas que apesar das inúmeras comparações com Radiohead, My Bloody Valentine e Low entre outras, possuem uma identidade sonora própria.

Download: http://rapidshare.de/files/13918014/___.zip.html

Wednesday, March 15, 2006

Anti-Stress Songs

Ok, estava um pouco off do blog nos últimos dias por motivos diversos mas com maior destaque para preguiça e falta de motivação impulsionada pela quantidade de visitas ínfima. Voltando agora com um post propício às pessoas que chegam em casa de saco cheio da rotina do dia-a-dia, cansadas e um tanto estressadas e buscam de alguma maneira relaxar. Quem isso encontra na música, como eu, vai se identificar com a atmosfera relaxante das canciones que hoje por acá postarei:

Sigur Rós - Starálfur
Essa com certeza a mais acalmadora e confortante de todas, docemente arranjada entre a voz suave e penetrante do vocalista Jónsi Birgisson, apaixonantes sons orquestrados e piano. Ao ouvi-la a sinto como uma tímida expressão de esperança, otimismo. E isso sem entender uma palavra (a música é cantada em Islandês).

Cat Power - The Greatest
Chan Marshall é a voz mais bela entre todas as beldades roqueiras por aí afora, e em The Greatest eu simplesmente não consigo ficar sem me arrepiar ouvindo-a cantar. Com um clima bem jazz e um pouco "piano bar" é outra baita música pra se mergulhar e esquecer que existe uma vida fora da sua caixa de som.

Modest Mouse - Gravity Rides Everything
A
mais bela canção de Isaac Brock e cia, basicamente acústica com alguns riffs leves que parecem até subaquáticos. E a voz de Brock sempre tão estridente e cínica nunca pareceu tão séria e suave como nessa música.


Tuesday, March 07, 2006

Reino Fungi

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Esse final de semana estava em Joinville e fui a um festival de rock que lá teve com várias bandinhas, entre elas Cachorro Grande que ao vivo é animal e eles definitivamente sabem como agitar a platéia com seu rock'n roll, Celso Blues Boy que chegou sendo aclamado como um dos melhores guitarristas do Brasil e todo estiloso já com seus 50 anos na cara, dentes podres, lata de cerveja na mão e cigarro na boca tocou muito e garantiu um encerramento animal pro festival. Mas pra mim o ponto alto foi ter conhecido o som dos caras do Reino Fungi, banda local que subiu ao palco toda caracterizada com estilinho anos 60 tanto na roupa, nos instrumentos e principalmente no som, que é puramente sessentista. Já baixei o primeiro cd deles e to louco pra comprar o segundo. Bem na linha iê-iê-iê dos Beatles, Kinks e The Who em seus primeiros dias de fama, com referências da jovem guarda e de Roberto Carlos, eles fazem um som muito bom mesmo, e caso você queira também conhecer, é só baixar no site:

Reino Fungi - Self-Titled


Espero que gostem =D
Natureza Quase Humana

Hoje assisti ao único filme que ainda não havia visto do roteirista Charlie Kaufman (o seu primeiro filme aliás) e realmente, eu não consigo me decepcionar com nenhum de seus filmes. Mais uma vez ele soube explorar muito bem a gama dos sentimentos humanos e da nossa existência de forma pesada e intensamente crítica. O filme se concentra basicamente em como nossa criação é determinada pela mão tirana da civilização com suas infinitas regras e imposições que inibem e julgam nossos instintos naturais e puramente animalescos, e exatamente por sermos em essência animais às vezes não conseguimos impedir tais impulsos. No filme, Lila não suporta o olhar de julgamento da sociedade e quer se tornar um animal; Nathan quer tornar os humanos o menos animais possíveis; Puff viveu toda sua vida como um animal e agora é ensinado a viver como humano; e Gabrielle representa tudo que desperta nos homens seus instintos mais animais.
Dirigido por Michael Gondry (Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças) e estrelado por Tim Robbins, Patricia Arquette e Ruff Rhys, A Natureza Quase Humana faz uma crítica pesada a raça humana com toda a ironia e non-sense típicos de Kaufman e é mais uma obra prima desse que com certeza é o melhor roteirista de Hollywood na atualidade.