Sunday, May 21, 2006

Death Cab For Cutie

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Estou passando por um estágio de profundo vício e dependência das músicas dessa banda no meu dia-a-dia. Eu simplesmente não consigo achar uma música ruim em toda a discografia, é incrível. Não existe voz mais doce no rock como a de Ben Gibbard, o cara canta com alma e coração e sabe ser melancólico da forma mais suave possível. Indie pop com melodias densas, aquele riff de guitarra perfeito no lugar certo, o piano tocado levemente ao fundo... É o tipo de música com a qual me desligo de toda a bagunça do mundo e então posso colocar-me a relaxar e pensar calmamente sem relevar as preocupações.
Depois dessa apresentação empolgada de um fã incondicional da banda, preparei uma pequena seleção com algumas músicas que mostram mais ou menos em essência a cara da banda:

mp3: Wait (From "You Can Play These Songs With Chords", 1997)
mp3: President Of What? (From: "Something About Airplanes", 1998)
mp3: Pictures In An Exhibition (From "Something About Airplanes", 1998)
mp3: For What Reason? (From "We Have The Facts And We Are Voting Yes", 2000)
mp3: The Employment Pages (From: "We Have The Facts And We Are Voting Yes", 2000)
[ALTAMENTE RECOMENDADA]: We Laugh Indoors (From "The Photo Album", 2001)
mp3: Blacking Out The Friction (From "The Photo Album", 2001)
mp3: A Movie Script Ending (From "The Photo Album", 2001)
mp3: Tiny Vessels (From "Transatlanticism", 2003)
mp3: Title And Registration (From "Transatlanticism", 2003)
mp3: We Looked Like Giants (From "Transatlantiscim", 2003)
mp3: Soul Meets Body (From "Plans", 2005)
mp3: What Sarah Said (From "Plans", 2005)
mp3: Brothers On A Hotel Bed (From "Plans", 2005)



Bonus (Live Tracks):

mp3: Amputations (Live, 2000)
mp3: Company Calls (Live at El Rey Theatre, 2002)
mp3: Champagne From A Papercup (Live at WUU Viking Room, 2004)
mp3: Transatlanticism (Live at Stubbs, 2003)
mp3: What Sarah Said (Live, 2005)
mp3: Marching Bands Of Manhattan (Live at Kamp, 2006)

Sunday, May 14, 2006

Best Of 2006 So Far...

Sim, é um tanto cedo pra fazer esse tipo de lista (estamos na metade de maio ainda), mas é tanta coisa boa aparecendo que fica difícil na condição de ouvinte assíduo de róque não começar a organizar algumas listinhas já e colocar em rankings as músicas que mais tenho escutado das lançadas este ano. Algumas boas surpresas como o debut de bandas feito o Guillemots, Band Of Horses, Figurines, Tapes N'Tapes e outros lançamentos bastante sólidos da velha guarda: Flaming Lips, Morrissey, Built To Spill e Pearl Jam tem povoado a cena até então e muito mais coisa boa vem por aí, com Thom Yorke prestes a lançar seu primeiro disco solo, The Shins finalizando o terceiro álbum e Arcade Fire com lançamento marcado para o final do ano.

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Guillemots: From The Cliffs
mp3: Made Up Lovesong #43

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The Raconteurs - Broken Boy Soldiers
mp3: Together

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Band Of Horses - Everything All The Time
mp3: Weed Party

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Figurines - Skeleton
mp3: Rivalry

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The Flaming Lips - At War With The Mystics
mp3: The Sound Of Failure/It's Dark... Is It Always This Dark?

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Pearl Jam - Self-Titled
mp3: Parachutes

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Belle & Sebastian - The Life Pursuit
mp3: Sukie In The Graveyard

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Camera Obscura - Let's Get Out Of This Country
mp3: Tears For Affairs

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Morrissey - Ringleader Of The Tomentors
mp3: I'll See You In Far Off Places

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Built To Spill - You In Reverse
mp3: Conventional Wisdom

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I Love You But I've Chosen Darkness - Fear Is On Our Side
mp3: Last Ride Together

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Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am That's What I'm Not
mp3: When The Sun Goes Down

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Tapes N'Tapes - The Loon
mp3: Just Drums

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The Futureheads - News And Tributes
mp3: Skip To The End

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Yeah Yeah Yeahs - Show Your Bones
mp3: Gold Lion

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Dirty Pretty Things - Waterloo To Anywhere
mp3: Bang Bang, You're Dead!

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Cat Power - The Greatest
mp3: Could We

Thursday, May 11, 2006

Spoon - Kill The Moonlight
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O Spoon é uma das melhores bandas da atualidade. Tá, eles podem não ser exemplos de instrumentistas, Britt Daniel pode não possuir a melhor voz do rock e aqui não ouvimos solos de guitarra de dois minutos ou orquestramentos e arranjos elaborados. Mas acima de tudo temos quatro caras tocando música pop do jeito que qualquer bom ouvinte gosta, com melodias grudentas, riffs cativantes, letras sem muitas metáforas ou complicações liristas. E o mais importante, são caras que colocam sentimento e envolvimento completo com o que fazem; Acima de tudo, os caras tem "feeling".
Formada em Austin no Texas em 1994, lançaram seu primeiro album em 1996. Telephono, álbum de estréia, é o típico disco da banda de rock alternativo modélo da década de 90. Muito Pixies, Pavement e nada de novo. Em 1998, de contrato assinado com a Elektra (uma das gravadoras 'majors') o segundo cd A Series Of Sneaks, que mantinha a mesma linha do predecessor, acabou nem sendo lançado direito já que a banda se envolveu com várias brigas em relação ao processo de gravação e as exigências da empresa fonográfica. Três anos depois de toda essa confusão, a banda finalmente arranjou uma nova gravadora, a Merge, e lançou o aclamado Girls Can Tell, dotado de belas canções pop e várias influências do pop/rock clássico britânico e do pop oitentista.
Finalmente em 2003, o Spoon lança a obra-prima maior de sua existência: Kill The Moonlight é o modelo de perfeição de um álbum pop contemporâneo. Britt Daniel compõe músicas simples, que não parecem corretas se não tocadas uma após a outra e unidas todas no mesmo disco, como que num bloco único de 34 minutos de pura profundidade emotiva, por vezes vibrante, por outras abatida. O único defeito do álbum é que ele acaba muito rápido.
Tudo se inicia com Small Stakes, como uma pulsação contagiante de notas intensas no teclado e sintetizadores, mesclados a voz penetrante de Britt Daniel. The Way We Get By traz uma levada de piano do melhor estilo Elton John clássico e tem um quê de hino de toda a geração em que o Spoon se insere. Stay Don't Go é levada por um beat-box e acordes básicos, além dos falsettos "Prince-like" de Daniel. Extremamente surreal. E o surrealismo continua com Paper Tiger, a mais intimista das musicas do álbum, que traz um Daniel mais compelido e loops repetidos de sintetizadores, acompanhados de acordes negros de piano. Um pouco de old time piano rock se vê presente em Someone Something, que lembra algo como David Bowie cantando com Jerry Lee Lewis. You Gotta Feel It em 1 minuto e meio consegue empolgar com um riff à lá Pixies, notas bem encaixadas de piano e metais em grande estilo. Vittorio E fecha com um resumo das incursões emocionais do disco. Um doce refrão se arrasta até os ultimos segundos fazendo aumentar o desejo de querer mais do que esses ultimos 34 minutos de satisfação auditiva.
Sem dúvida o melhor disco do Spoon e na minha opinião um dos melhores de todos os tempos. Não consigo achar uma só fraqueza em qualquer uma das canções desse álbum e muito menos enjoar de escutá-lo. Com suas melodias e letras pegajosas, é o tipo de álbum com o qual fica impossível não cantar junto, ou ficar simplesmente parado. Uma jóia rara da música pop e uma prova que ainda se pode fazer róque de povão com muita qualidade.

Tuesday, May 09, 2006

Modest Mouse - The Moon And Antarctica

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De tempos em tempos acaba surgindo no rock aquele álbum "revolucionário" que faz todo mundo parar, ouvir, apreciar, e ficar boquiaberto após o seu final com aquela pergunta "como que esses caras fizeram uma porra dessas e de que jeito eles vão fazer algo melhor algum santo dia?". Pra dar exemplos recentes e não acabar por blasfemando alguns clássicos, temos entre alguns desses álbuns Slanted And Enchanted do Pavement, OK Computer do Radiohead, In The Aeroplane Over The Sea do Neutral Milk Hotel entre outros. E um que apareceu precisamente em 2000 foi o mágico The Moon And Antarctica, do trio Modest Mouse.

O Modest Mouse é mais uma das inúmeras bandas a saírem de Seattle. Isso mesmo, casa do Nirvana, Alice In Chains, Built To Spill, Death Cab For Cutie, The Shins, pra não citar outros. Formada em 1992 por Isaac Brock (quando este ainda tinha 19 anos) o primeiro cd só saiu em 1996 e desde então a banda só tem evoluído até recentemente atingir o sucesso no mainstream com o album Good News For People Who Loves Bad News de 2004. A galera aficcionada pelo seriado The O.C. deve conhecer bem a música "Float On" que é de autoria dos caras.

Agora falemos do álbum em questão. "The Moon And Antarctica" é um daqueles discos temáticos, que seguem um conceito e onde todas as músicas giram em torno de tal. O próprio título já meio que fala o tema abordado, questões tanto da vida humana na terra, usando um lugar inóspito e cheio de perguntas: a Antártica, quanto outras envolvendo o universo e os corpos estelares. Cada música aborda de alguma forma dúvidas e crendices em relação às teorias que regem o universo, os corpos celestes, nossa vida na terra, a criação. Enfim, as letras de Brock conseguem abranger toda uma gama de tópicos existencialistas e metafísicos que costumamos estabelecer.

E o brilhantismo desse disco não para aí. Musicalmente, a banda aqui atinge sua melhor forma, e a voz gritante de Brock se mescla a vários efeitos vocálicos. Instrumentalmente os arranjos abusam em violinos, cellos, banjos, teclados, percussões, e algumas músicas inclusive usam de 4 ou 5 riffs diferentes de guitarra, o que as deixam muito densas e extremamente difíceis de serem reproduzidas fielmente ao vivo, algumas inclusive impossíveis de serem tocadas em shows.

É díficil escolher quais são as melhores músicas desse cd, mas alguns destaques podem ser citados: 3rd Planet, música de abertura; Perfect Disguise, que possui um acompanhamento de banjo perfeito; The Stars Are Projectors, linda canção com uma sequência final de violinos e percussão maravilhosa; Paper Thin Walls, que possui um riff animadinho e foi um dos singles do disco.

"The Moon And Antarctica" é o disco definitivo do Modest Mouse, onde a banda estabeleceu sua identidade de uma vez por todas e se firmou entre as mais respeitadas da cena alternativa do rock. Muitíssimo recomendado mesmo.

Download: Modest Mouse - The Moon & Antarctica (2000)

Sunday, May 07, 2006

Guillemots - From The Cliffs

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Recentemente eu postei por aqui o primeiro single deste que é o primeiro LP lançado pelos britânicos do Guillemots, Trains To Brazil, que foi o carro chefe para o sucesso que eles vem tendo pela cena da música independente nos EUA e na Inglaterra. O álbum é essencialmente pop e segue a mesma linha irreverente e despreocupada da música de trabalho citada aqui anteriormente.

Influenciados pelo pop típico da terra da rainha, pelo jazz e até por alguns elementos de reggae e electropop, a banda conta com um guitarrista brasileiro: Mc Lord Magrão. O disco abre com "Sake", uma curta introdução com alguns versos e um leve piano, para depois explodir com a alegria e despretensiosidade de Trains To Brazil, que fala do atentado terrorista ao metrô de londres e tem esse nome devido a morte de um brasileiro no desastre (sugestão do guitarrista). Em seguida, Made Up Lovesong #43, a jóia do cd, mantém a irreverência com uma batida dançante, efeitos eletrônicos e uma belíssima letra que expressa toda a satisfação de amar alguém e saber ser amado igualmente em retorno. De repente com Over The Stairs, o ritmo cai drasticamente para um clima mais lounge, noir, com alguns arranjos interessantes meio jazz durante a canção. O único problema é que talvez ela seja extensa demais e acaba cansando um pouco.

Who Left The Lights Off, Baby? retoma o clima festa com uma mistura de sons infantis, eletrônicos e uma batida dançante suave. Em Cats Eyes são notadas outra vez as influências do jazz e um início calmo dotado de violinos, pianos e sons clássicos é interrompido por uma forte linha de baixo que guia grande parte do resto da melodia. Go Away é outro ponto alto do disco, com uma batida reggae e riffs de guitarra que lembram um som um tanto post-rock. Destaque mais uma vez pra linha de baixo e também para os vocais cativantes de Aristazabal Hawkes. My Chosen One fecha o disco suavemente sendo composta apenas por piano e voz e lembra bastante a típica canção noir de um piano bar.

From The Cliffs é até o momento a minha escolha pra melhor disco do ano. Superou inclusive o último dos Flaming Lips e do Camera Obscura. Ultimamente é o único que tenho ouvido diariamente sem pular nenhuma música e tendo que voltar várias vezes algumas delas pra ouvir novamente. Quem sabe eles não venham logo para o Brasil (tendo um guitarrista brazuca). Esse quarteto conseguiu com esse disco atingir uma profundidade musical muito grande mantendo uma linha pop que mescla vários elementos, mistura cordas, metais, orgãos criando musicas grudentas e viciantes. Desde os Super Furry Animals não surgia uma banda como essa. Pontencial eles tem de sobra, espero apenas que eles fujam do "hype".

Download: Guillemots - From The Cliffs (2006)
Night Beach

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Na última noite de sábado o programa definido entre eu e meus amigos foi o de trilhar até a praia de Jurerê aproveitando o frio, o luar e os sons oferecidos pelo ecossistema marítimo como ferramentas para tentar relaxar um pouco e buscar um pouco de paz. Foi uma experiência legal já que todo o cenário completou de forma primorosa o prazer da companhia de pessoas as quais tanto gosto.
E é claro que sendo movido a música como sou não pude deixar de resgatar em meio a meus pensamentos vários trechos e melodias de canções que encaixavam perfeitamente com aquilo que via e/ou sentia na situação a qual me encontrava, "instrospectivo" à beira-mar.

Wilco - Poor Places
Nessa obra prima, Jeff Tweedy canta basicamente de álguem que se encontra em conflito e reflexão após ter sofrido alguma decepção, que pode ser interpretada como amorosa. E acho que a melancolia do ambiente noturno criado em meio a união do horizonte com a imensidão do mar remete a situações de uma busca de refúgio a toda essa confusão e a inquietude dos pensamentos depressivos que alguém sofre após algum tipo de desilusão.

Death Cab For Cutie - Stability
Bem diferente de todo o restante do trabalho da banda, essa música de 12 minutos é guiada por uma melancólica e vagarosa bateria e por doces acordes. É incrivel como a melodia dessa canção encaixa tão bem com o quebrar das ondas na areia. Sem contar no efeito relaxante e até sonífero que ela tem.

Modest Mouse - The Stars Are Projectors
A imensidão do universo e a quantidade de estrelas e corpos celestes nele existentes traz várias questões existenciais a mente e é um forte convite a filosofia. A letra dessa música fala mais ou menos dessa sensação, e o instrumental dela combina muito com todo o clima de observar as estrelas e ponderar sobre todas essas questões existenciais.

Belle And Sebastian - Another Sunny Day
Sim, a musica fala da alegria de um dia ensolarado e todas as coisas legais que voce pode fazer com seus amigos e toda a diversão disso. E um dia ensolarado seria comumente um cenário ideal para ir a praia, mas no meu caso toda a graça está em visitar a orla durante a noite, especialmente durante a madrugada. Ainda mais quando junto aos meus amigos.

Monday, May 01, 2006

Snow Patrol

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Álbum novinho, novinho dos britânicos do Snow Patrol. Eyes Open traz a banda no auge da sua forma mantendo a linha melancólica mesclada a riffs "The Edge-Like" nas suas canções. Formada há 10 anos, seus dois primeiros discos foram simplesmente álbuns de indie rock sem muito a oferecer, medíocres e com vendas ínfimas, para então encontrar idolatração de público e crítica com Final Straw e os singles Run e Chocolate. E dado o sucesso do novo single You're All I Have parece que eles não sentiram o sucesso repentino do perfeito sucessor de 2004. Para a gravação desse novo álbum a banda trocou de baixista e recrutou um tecladista e as mudanças no som se notam em especialna forte atmosfera épica de algumas canções como Chasing Cars (talvez a mais bela do disco) e Make This Go On Forever. O britpop mais grudento fica por conta mesmo de You're All I Have, Hands Open e Headlights On Dark Roads.
No geral é um ótimo disco e com certeza irá figurar na minha lista de melhores de 2006, ainda assim é um pouco inferior a Final Straw talvez por apenas continuar o que a banda propôs em tal álbum sem inovar tanto assim.

Download: Snow Patrol - Eyes Open
senha: www.musicool.cn