Thursday, May 11, 2006

Spoon - Kill The Moonlight
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O Spoon é uma das melhores bandas da atualidade. Tá, eles podem não ser exemplos de instrumentistas, Britt Daniel pode não possuir a melhor voz do rock e aqui não ouvimos solos de guitarra de dois minutos ou orquestramentos e arranjos elaborados. Mas acima de tudo temos quatro caras tocando música pop do jeito que qualquer bom ouvinte gosta, com melodias grudentas, riffs cativantes, letras sem muitas metáforas ou complicações liristas. E o mais importante, são caras que colocam sentimento e envolvimento completo com o que fazem; Acima de tudo, os caras tem "feeling".
Formada em Austin no Texas em 1994, lançaram seu primeiro album em 1996. Telephono, álbum de estréia, é o típico disco da banda de rock alternativo modélo da década de 90. Muito Pixies, Pavement e nada de novo. Em 1998, de contrato assinado com a Elektra (uma das gravadoras 'majors') o segundo cd A Series Of Sneaks, que mantinha a mesma linha do predecessor, acabou nem sendo lançado direito já que a banda se envolveu com várias brigas em relação ao processo de gravação e as exigências da empresa fonográfica. Três anos depois de toda essa confusão, a banda finalmente arranjou uma nova gravadora, a Merge, e lançou o aclamado Girls Can Tell, dotado de belas canções pop e várias influências do pop/rock clássico britânico e do pop oitentista.
Finalmente em 2003, o Spoon lança a obra-prima maior de sua existência: Kill The Moonlight é o modelo de perfeição de um álbum pop contemporâneo. Britt Daniel compõe músicas simples, que não parecem corretas se não tocadas uma após a outra e unidas todas no mesmo disco, como que num bloco único de 34 minutos de pura profundidade emotiva, por vezes vibrante, por outras abatida. O único defeito do álbum é que ele acaba muito rápido.
Tudo se inicia com Small Stakes, como uma pulsação contagiante de notas intensas no teclado e sintetizadores, mesclados a voz penetrante de Britt Daniel. The Way We Get By traz uma levada de piano do melhor estilo Elton John clássico e tem um quê de hino de toda a geração em que o Spoon se insere. Stay Don't Go é levada por um beat-box e acordes básicos, além dos falsettos "Prince-like" de Daniel. Extremamente surreal. E o surrealismo continua com Paper Tiger, a mais intimista das musicas do álbum, que traz um Daniel mais compelido e loops repetidos de sintetizadores, acompanhados de acordes negros de piano. Um pouco de old time piano rock se vê presente em Someone Something, que lembra algo como David Bowie cantando com Jerry Lee Lewis. You Gotta Feel It em 1 minuto e meio consegue empolgar com um riff à lá Pixies, notas bem encaixadas de piano e metais em grande estilo. Vittorio E fecha com um resumo das incursões emocionais do disco. Um doce refrão se arrasta até os ultimos segundos fazendo aumentar o desejo de querer mais do que esses ultimos 34 minutos de satisfação auditiva.
Sem dúvida o melhor disco do Spoon e na minha opinião um dos melhores de todos os tempos. Não consigo achar uma só fraqueza em qualquer uma das canções desse álbum e muito menos enjoar de escutá-lo. Com suas melodias e letras pegajosas, é o tipo de álbum com o qual fica impossível não cantar junto, ou ficar simplesmente parado. Uma jóia rara da música pop e uma prova que ainda se pode fazer róque de povão com muita qualidade.

2 Comments:

Blogger Livio said...

Opa!
Spoon é realmente demais. Esse álbum só perde, na minha opinião, para o "Girls can tell".

Só uma pequena correção, o "Kill the moonlight" é de 2002 e não de 2003.

Vou linkar vocês lá no blog, ok?


ps: gostei do "Loveless" no radinho...

4:34 AM  
Anonymous Anonymous said...

quando minha net melhorar eu vou baixar!!
eu num tenho o cd compReto!!
;)



:**

11:21 AM  

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